O futuro ao virar da página



O futuro encontra-se ao virar de uma página, cabe-nos a nós saber virá-la e não termos medo de arriscar.

Tudo começa com uma simples esperança, um desejo de conquista. Apercebemo-nos de que de um momento para o outro podemos ter o mundo aos nossos pés ou, então, afastá-lo mais um pouco. As nossas escolhas resumem-se a sentimentos que nos chegam todos os dias. Em cada passo somos obrigados a tomar decisões, umas mais felizes que outras é certo, mas são decisões que, naquele momento, tomamos como sendo as melhores. Essas mesmas decisões influenciarão o futuro que nos está reservado e torná-lo-ão tanto mais feliz, quanto melhor escolhermos os caminhos certos. 

Em cada manhã deparamo-nos com um mundo de cores e optamos por pintar o nosso mundo com aquela que nos diz algo de especial. Pois bem, até as cores influenciam o futuro que sempre imaginamos como perfeito e sempre feliz. Tudo na vida influencia o futuro, tudo lhe dá forma. Desde crianças que imaginamos um futuro cheio de coisas boas, em muitos casos ambicionamos ter uma profissão que nos torne importantes aos olhos dos outros e, muitos de nós, apenas anseiam um futuro que lhes ofereça a tranquilidade que tanto desejam. Mais ou menos convictos, lutamos, conquistamos espaços, vencemos medos, alcançamos glórias e no final deixamos cair uma lágrima ou esboçamos um sorriso conforme o resultado que obtivemos. 

Desde o início do texto que falo do futuro, das situações que o influenciam, mas o que será verdadeiramente o futuro? Será que o futuro não passa de respostas às opções que tomamos no passado? Ou será algo mais? Acho que a este tipo de perguntas muito dificilmente obteremos uma resposta que seja cem por cento certa, mas podemos ter umas breves noções, consoante as ideias que colocamos em prática. Se pensarmos no futuro como o resultado das nossas opções, passaremos a vida a pensar que se fizermos isto acontecerá aquilo e dificilmente teremos uma vida livre e ficaremos presos a ideias preconcebidas. Num mundo em que a mudança é constante e que nos bate à porta dia após dia não podemos estar continuamente a pensar no futuro que nos poderá calhar. Somos livres para escolher e se errarmos não devemos baixar os braços e fazer disso uma tragédia; o nosso futuro não se resume a um simples momento, ele é um conjunto de factores que, juntos, marcarão a diferença entre a vida de cada um de nós, por isso, devemos pensar que o futuro é algo mais e devemos deixar acontecer as coisas com naturalidade e não vivermos de ansiedades desnecessárias. 

O futuro que sempre sonhamos pode acontecer daqui a um minuto, daqui a umas horas, uns dias ou até anos. Em cada caminho percorrido encontramos indicações, mais ou menos claras, e se soubermos ler por entre as entrelinhas, tudo ficará mais claro na nossa mente e também no nosso coração. Não é necessário sermos perfeitos, nem os melhores aos olhos de todos, cada um tem aquilo que merece, não por um momento, mas sim por vários. Em cada acabar de dia ficamos sempre com a sensação que poderíamos ter feito mais e sonhamos que no dia seguinte alcançaremos o que podíamos ter alcançado durante o dia que já lá vai. Os sonhos comandam a vida, sempre foi uma frase muito verdadeira, e também eles nos ajudam a elaborar o nosso futuro, também eles nos concedem situações hilariantes e por vezes difíceis de se acreditar. 

Tornam a nossa vida mais feliz, mais rica e muito mais completa porque um futuro sem sonhos, não é futuro. Um futuro precisa de algo que o alimente e se assim não for, não vale a pena imaginarmos como será o dia de amanhã porque simplesmente não existirá. Todo o futuro é feliz se nós o soubermos valorizar e retirarmos dele as maiores lições e as soubermos aproveitar. As oportunidades surgem por uma razão e não por mero acaso, aparecem na nossa vida para as agarrarmos e delas construirmos a nossa felicidade, a nossa vida.

Nem todas as oportunidades caem na nossa vida de uma maneira fácil, cabe-nos a nós procurá-las e lutarmos por elas, mostrando que as merecemos. Se as desperdiçarmos podemos nunca mais voltar a tê-las, mas se as aproveitarmos poderemos fazer da nossa vida aquele mundo que sempre sonhámos e ambicionámos. São estas oportunidades que vemos reflectidas no futuro que decidimos ser o melhor para nós e de forma directa ou indirecta vamos moldando esse futuro à nossa imagem ou simplesmente àquilo que queríamos que fosse. É uma espécie de bola de neve aquilo que envolve a nossa vida e o nosso futuro; um ciclo em que tudo influencia e é influenciado. A nossa vida é como um livro que tem páginas em branco e no qual cada um vai escrevendo de forma a completá-lo de acordo com as ambições que vai tendo. Passamos a escrevê-lo todos os dias como um diário onde desabafamos e contamos as situações que vivemos durante esse dia, mas a única diferença é que este livro vai sendo escrito no decorrer da acção e não depois de esta ter passado, como o fazemos no diário. Durante a história que narramos somos a personagem principal e interpretamos os vários papeis que existem tal como os que assistimos nas peças de teatro. 

Experimentamos a personagem mais bondosa, outras vezes somos os vilões dessa trama e, por vezes, sentimo-nos os figurantes da nossa própria história. Vamos contando esta história desde o primeiro dia da nossa vida, mesmo sem termos essa consciência. Mais ou menos atribulada, vamos escrevendo o nosso crescimento, vamos falando da nossa infância; expomos as nossas opiniões, os sentimentos. Vamos tomando decisões e fazemos delas o nosso ponto de partida e, por vezes, o nosso refúgio. Não deixamos de lado todas as pessoas que nos ajudaram a crescer e em grande parte são elas que se tornam os nossos grandes pilares, fazem de nós seres com objectivos e preparam-nos para um mundo onde nem tudo é bom, mas também nem tudo é mau. 

Desde cedo vamos aprendendo a fazer escolhas e são essas escolhas que constam no nosso livro que tanto tem para contar. De forma mais clara ou não tanto, vamos enfrentando os obstáculos que nos surgem ao longo do caminho que temos de percorrer. Por vezes, não temos grandes forças e pensamos que já nada faz sentido e por isso achamos que a melhor solução é desistir, mas aparece sempre algo que nos mostra o contrário, existe sempre algo que nos leva a pôr de lado todos os problemas, todos os medos e nos faz seguir em frente. Sabemos que existe uma luz ao fundo do túnel e por cada obstáculo superado, damos um passo em frente na construção do nosso tão importante futuro. Crescemos, tornamo-nos pessoas adultas com princípios, temos objectivos definidos, procuramos a felicidade à nossa maneira. Quando éramos crianças construíamos nos nossos sonhos aquele futuro brilhante, cheio de cor, pintávamos o futuro como a melhor prenda que nos podiam dar, quando crescemos temos a oportunidade de pormos em pratica todos esses sonhos que tínhamos no passado. Ensinam-nos a colorir a vida com as cores do arco-íris e ajudam-nos a descobrir que cada uma delas esconde um segredo, um estado de espírito que vamos adquirindo dia após dia. 

Neste livro de vida temos datas que nos marcam, datas que se tornaram importantes e quais vemos reflectidas num momento que designamos futuro. São estas datas que nos fazem crescer e nos tornam fortes e capazes para fazermos coisas que outrora nunca pensáramos fazer. Datas que nos marcam e se tornam tão especiais, por vezes nem damos conta da importância que elas vão ter no nosso futuro. Mas nem só de datas vive este livro, vive também de gestos, de palavras, de lágrimas e sorrisos. São partilhadas alegrias, tristezas, momentos de boa disposição e momentos em que não estamos tão felizes. Acontecem peripécias das quais, mais tarde, nos rimos e outras que gostávamos que não tivessem acontecido ou simplesmente que tivessem acontecido de maneira diferente. Vencemos o passado, vivemos do presente e posteriormente conquistamos o futuro. 

E volto eu a falar do futuro e volto ao assunto que mais faz pensar, o futuro. Um futuro que todos nós ansiamos, que todos nós esperamos que seja tão perfeito ou ainda melhor ao que tínhamos idealizado. Dámos voltas nas memórias, criamos expectativas, traçamos caminhos, lutamos por sonhos e fazemos das recordações o elo de ligação entre os três estados do tempo: passado, presente e futuro. Fazemos mil e uma coisa, somos senhores do nosso mundo, alargamos os nossos conhecimentos e fazemos novas investidas em prol da esperança e na certeza de uma nova aliança com o exterior. Partilhamos experiências, descobrimos novas ciências e tudo isto porque a única coisa que mais queremos é um futuro que nos deixe ser felizes, um futuro que nos proporcione os melhores acontecimentos, que nos traga as melhores recordações, quando nos lembramos delas, quando estas já forem passado e estejamos nós agora à espera do futuro que ainda está para chegar. Um futuro que podemos construir num grande terreno ou simplesmente na palma da nossa mão, dependendo da grandiosidade dos desejos, dos sonhos. 

Definimos futuro como a simples passagem do presente para o mais além, a transição para o outro espaço do tempo. Por vezes, damos por nós a pensar como seria bom se pudéssemos prever o futuro, saber o que nos vai acontecer, mas será que isso é assim tão maravilhoso? Será que a vida seria melhor? Independentemente da resposta que se possa obter, a verdade é que em certas ocasiões dava muito jeito se assim o fosse, era uma forma segura de não cairmos no erro e assim em vez de remediarmos mais tarde, evitamos mesmo antes de acontecer, mas, por outro lado, se realmente pudéssemos prever o futuro não seria a mesma diversão, não existiria a mesma adrenalina, a mesma vontade para fazer as coisas, pois saberíamos logo à partida se seríamos ou não bem sucedidos. Deixaríamos de ser livres e viveríamos dependentes desse desejo de querer saber o que viria a seguir. Perderíamos toda a beleza dos nossos actos e passaríamos a ser controlados pela certeza do que iria acontecer. 

Passamos do presente para o algo mais, balançando ao som da melodia das palavras e do ritmo dos gestos. Criamos o tão importante e falado mundo, onde só nós sabemos o que fazemos de forma a obtermos aquilo que mais queremos no futuro mais próximo, partilhando as experiências e as ideias com aqueles que queremos e que consideramos realmente importantes. Dámos asas à imaginação e deixamo-nos levar na onda das conquistas e na esperança de seguirmos o caminho certo, um caminho onde nos possamos fortalecer e assim crescer de forma a sermos pessoas civilizadas.

Chega a hora de lançar os dados e partir, dar um passo em frente e prosseguir o caminho que sempre desejamos. Realço a ideia de um caminho certo, de um futuro feliz. Falo imensas vezes das decisões, das escolhas/opções, gosto de realçar que o futuro só é verdadeiramente futuro se for comandado pelos sonhos porque se assim não o for, aquilo a que nós chamamos futuro não passa de um vazio, uma palavra que usamos como tantas outras, mas que no final não tem importância e não tem qualquer sentido no quotidiano do ser humano. 

Tudo tem um começo, um meio e um até já e é esse mesmo até já que nos proporciona momentos fantásticos, outras vezes não são assim tão fantásticos, mas sem dúvida que nos dá uma grande ajuda no nosso crescimento. Esse até já passa rapidamente a passado, quando já o vivemos e agora esperamos o futuro que está para chegar. Cada um designa futuro da forma que quer, dá-lhe nomes consoante a inspiração que tem num determinado momento. Cada um faz do futuro a sua vida, dá-lhe a cor que mais aprecia e deixa-se envolver na imensidão de momentos que nos são proporcionados. Sabemos dos riscos que corremos, sabemos das alegrias que poderemos colher. Sabemos que em cada passo dado abrimos uma porta a novos horizontes. 

Mais uma vez, voltamos a espreitar o futuro que se avizinha, um futuro tão nosso, um futuro tão diferente, mas ao mesmo tempo tão igual ao das outras pessoas. Um futuro em que sabemos que os princípios mais importantes são as manifestações que fazemos, quer sejam positivas ou negativas, cheias de boa intenção ou simplesmente sejam interesseiras. Num mundo em que pensamos, por breves ou longos minutos, no futuro, depressa percebemos que todas as coisas são capazes de nos influenciar nas opções que tomamos e que rapidamente nos deixamos influenciar. Seja de forma simples ou mais trabalhosa vamos aprendendo a separar situações e a ligar momentos que não fazem sentido se estiverem separados.

Quantos mais caminhos descobrimos, mais percebemos que existem muitos mais para percorrer, quantas mais portas abrimos, mais portas ficam por abrir. As coisas não acabam onde nós as descobrimos, existe sempre mais para descobrir. Tudo o que conquistamos é pouco quando percebemos que no futuro existe muito mais para conquistar. O nosso mundo não acaba quando viramos a página do nosso livro, simplesmente começa algo novo, uma nova etapa; começa um novo caminho. Quando preenchemos essa página, voltamos a virá-la e começamos a escrever outra e dentro de pouco tempo isso tornou-se uma rotina e vamos escrevendo página após página falando de tudo o que nos aconteceu e daquilo que desejamos que nos aconteça.

No final, todas essas situações marcam a diferença. Ficam as saudades, ficam os momentos e depressa percebemos que o nosso futuro está à distância de um simples gesto, de uma simples palavra. O nosso futuro encontra-se à distância de um simples virar da página.

2 jasmins:

{ Corina de Oliveira } at: 2 de Dezembro de 2011 04:45 disse...

Adorei o teu texto :) Sim de facto tudo o que fazemos vai afectar tudo no futuro...

Bom fim-de-semana!
Beijinhos ***

{ simple writer } at: 2 de Dezembro de 2011 12:01 disse...

o futuro está nas nossas mãos , nunca te esqueças disso :)

 

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