Meu querido mês de Agosto XXII





Vigésima Segunda Parte








Não achei aquele comportamento normal, mas estava longe de imaginar o que se iria passar a seguir. Quando o responsável me chamou à parte pensei, honestamente, que me fosse falar de algum projecto relacionado com Radiologia, a desenvolver dentro na faculdade. Já não era a primeira vez que o comentava comigo e com os meus colegas e nós fomos muito receptivos, até apresentamos algumas ideias, mas como nunca mais nos falaram sobre isso pensei que tivessem desistido do projecto por um motivo qualquer que não nos diz respeito. O que eu não estava à espera era de saber que o projecto iriai avançar, mas não só a nivel interno.

Rui Soares: Deves esta a achar estranho eu ter-te pedido para vires comigo aqui até ao gabinete, mas assim podia falar-te disto mais à vontade

Salvador: Confesso que estranhei, mas passa-se alguma coisa?

Rui Soares: Passa, mas não te preocupes porque é uma coisa boa (sorriu)

Salvador: E o que é? (estava curioso).

Rui Soares: Após algumas reuniões chegamos à conclusão de que vamos avançar com o projecto que te falei

Salvador: Ai sim? Como nunca mais falaram de nada pensei que tivessem desistido.

Rui Soares: Deixamos de falar nisso porque queriamos ter todos os pormenores bem explicados, não queriamos pontas soltas; isso era meio caminho andado para que as coisas não corressem bem e iamos defraudar-vos

Salvador: A que conclusão chegaram então?

Rui Soares: Estivemos sempre em contacto com várias escolas de outros países de modo a que seja um projecto global, achamos que seria mais proveitoso. A ideia era irem 3 alunos aqui da faculdade representa-la para outro país com os qual tivessemos protocolo e estariam lá durante um ano, a começar em Outubro e a acabar em Julho.

Salvador: Ou seja, seria durante o chamado ano lectivo

Rui Soares: Sim, isso mesmo.

Salvador: Isso é bastante interessante e aliciante também (sorri). Mas como é que é feita a escolha dos alunos que vão? Quais são os critérios?

Rui Soares: Foram escolhidos os 3 melhores alunos do 1º ano de licenciatura em Radiologia que, contudo, poderão ou não aceitar, isto não é obrigatório, mas é uma mais valia

Salvador: Sim, sem dúvida que é uma mais valia. E já têm algum protocolo com alguma escola?

Rui Soares: Até agora, para o primeiro ano, conseguimos desenvolver um protocolo com uma escola em Praga

Salvador: Praga? Bem, isso é fantástico! (estava radiante).

Rui Soares: Acho que só pelo sitio os alunos iam aderir (riu). Mas depois tem muitas vantagens

Salvador: Tais como?

Rui Soares: Primeiro de tudo têm equivalência a todas as cadeiras de segundo ano da respectiva faculdade que frequentam no país de onde são oriundos; depois terão estágios em hospitais, palestras com radiologistas conceituados, depois haverá uma espécie de “doente mistério” em que vocês se colocarão na pele de um radiologista e vão agir como se fosse vosso paciente, entre outras coisas que depois a faculdade se encarregará de desenvolver durante o ano. Isto em termos práticos, porque a nível teórico terão as aulas normais como se estivessem na vossa faculdade.

Salvador: É, sem dúvida, um excelente projecto. Mas à pouco disse que “foram escolhidos 3 alunos”, isso quer dizer que já decidiram quais serão os alunos a integrar o projecto?

Rui Soares: Sim, por isso é que pedi para vires comigo até ao meu gabinete

Salvador: Não estou a perceber (comecei a ficar intrigado)

Rui Soares: Tu és um rapaz muito inteligente e com boas ideias, a prova disso é o facto de teres concluido o primeiro ano de licenciatura com excelentes notas e seres um dos melhores do curso; também gostamos imenso da forma como interagiste nos projectos desenvolvidos ao longo do ano, apresentando boas propostas e sugestões. Nesse culminar, foste um dos escolhidos para ingressar neste projecto, já que és um dos 3 melhores do teu curso.

Salvador: Nem sei o que dizer, fui totalmente apanhado de surpresa (estava confuso e desprevenido)

Rui Soares: Para agora não precisas de dar nenhuma resposta, até porque iremos convocar uma reunião com todos os alunos de Radiologia para a próxima semana para os pôr a par da situação, embora só sejam escolhidos 3, haverá sempre a hipotese de algum recusar e mesmo que não recusem queremos que saibam do projecto, até porque poderá sempre surgir alguma vaga. Além disso, eu só te falei no primeiro ano porque é nesse que te enquadras, os que concluiram o segundo irão para outro país e assim sucessivamente.

Estava estupefacto, completamente sem fala e só conseguia pensar na Leonor. Sentia o coração apertado e angustiado. Por um lado, é uma proposta unica e que será sempre uma mais valia no meu curriculo, mas por outro lado, não quero deixar a Leonor durante quase um ano, ainda para mais porque namoramos há pouco tempo e ela agora também começará uma nova fase da vida dela.

Rui Soares: Pareces preocupado

Salvador: Sim, um bocado

Rui Soares: Mas posso ajudar em alguma coisa?

Salvador: Obrigado, mas acho que não (sorri ligeiramente). Isto apanhou-me inteiramente de surpresa e embora ache que é uma daquelas propostas que não se pode recusar, o certo é que também não quero estar longe da minha namorada

Rui Soares: Pois, eu compreendo. Namoram há pouco tempo deduzo?

Salvador: Fizemos dois meses há três dias

Rui Soares: Então compreendo ainda melhor essa tua preocupação. Como te disse, não precisas de dar uma resposta agora, por isso fala bem com ela e com a tua familia. Tenho a certeza de que ela irá compreender se tu quiseres mesmo isto

Salvador: De facto, a Leonor é das pessoas mais compreensiveis que conheço. Obrigado!

Rui Soares: Tem o nome da minha filha (sorriu com um olhar carregado de orgulho). Não tens de agradecer, se for preciso eu falo com ela e explico-lhe o projecto.

Salvador: Fico-lhe muito agradecido, mesmo!

Rui Soares: Não precisas! Não tomo mais do teu tempo, até porque tens uns rapariga lindissima à tua espera e não as devemos fazer esperar (sorriu)

Quando estava a sair da sala, já absorto na maneira como ia explicar à Leonor esta conversa, mas um pouco mais calmo, ainda consegui ouvi-lo a chamar por mim.

Rui Soares: Salvador?

Salvador: Sim?

Rui Soares: Eu não a conheço, mas pelo olhar cumplice com que ela olhava para ti quando te chamei dá para perceber que gosta imenso de ti, por isso não tenhas medo, tenho a certeza de que irá compreender e te irá apoiar em qualquer decisão que tomes.

Isso deu-me esperança porque, apesar de não a conhecer, ele viu todo o amor que ela me tem e não errou quando disse que ela me irá apoiar incondicionalmente. Na verdade, ela é das primeiras a acreditar em mim e a dar-me força em todas as decisões que tome e caso vá com isto para a frente sei que ela será, mais uma vez, a primeira a dizer-me para investir nisto, que estará sempre ao meu lado e que poderei contar com ela para tudo. Mas destroça-me saber que estaremos praticamente um ano longe um do outro, sem a poder sentir nos meus braços, sem a poder acariciar, beijar, ouvir... Custa demasiado só de imaginar, por isso nem quero pensar no quanto magoará se vier a acontecer.
Quando cheguei à beira deles não conseguia disfarçar o meu ar abatido, abrecei-me à Leonor para que ela sentisse todo o meu amor e disse-lhe que surgiu um projecto em Praga organizado pela escola e como fui um dos 3 melhores alunos do primeiro ano da licenciatura querem que eu faça parte dele, mas que será durante todo o dito ano lectivo. Ela ficou destroçada, via no seu rosto, e as lágrimas já lhe começavam a cair. Eu prometi nunca a fazer chorar, mas o que é que eu estava a fazer? A quebrar essa promessa. Sentia-me a pior pessoa do mundo!

Salvador: Podemos ir para outro lado, para falarmos melhor?

Leonor: Sim meu amor, vamos

A forma como disseste “meu amor” continuava terna e carregada desse amor que me tens, isso acalmou-me por momentos, atenuou-me a culpa e a dor, mas mais que isso fez-me ter esperança.

Salvador: Desculpa... (sentia que te devia dizer isto, mas sentia-me demasiado mal para te olhar nos olhos)

Leonor: Salvador? Olha para mim por favor (agarraste-me as duas mãos com as tuas e encostaste-te a mim)

Salvador: Não te queria fazer chorar, sinto-me a pior pessoa (calaste-me com um beijo)

Leonor: Não tens de te sentir a pior pessoa, não tens motivos para isso. Desde o primeiro dia que me tratas de uma forma especial, preocupaste-te comigo e desde que começamos a namorar que prometeste que nunca me irias magoar

Salvador: Mas falhei essa promessa

Leonor: Não, não falhaste meu amor. Olha para mim: tu foste a melhor coisa que me aconteceu, ensinaste-me o verdadeiro significado da expressão “eu amo-te”; aprendi o que é amar sem medos e o que é falar com o coração. Nunca me senti tão tranquila e realizada, mas desde que entraste na minha vida que é assim que me sinto. Contigo sei que poderei sempre contar, que nunca me falharás e que me amas de verdade. Se não me amasses por inteiro não vinhas com um ar tão cabisbaixo falar comigo, não me tinhas abraçado com medo de me perder, terias dito logo que sim ao responsável pelo curso. Não é que precise disto para saber que o teu amor por mim é verdadeiro, mas preciso disto para te mostrar que te conheço, que sei nunca me magoarias de forma intencional e que não tens de ter medo de nada porque eu não vou a lado nenhum.

Salvador: Como é que tu consegues ser tão forte?

Leonor: Sou forte porque te amo e porque sei que me amas, porque sei que há coisas pelas quais vale a pena lutar e o nosso amor é uma delas; porque sei que este amor sobreviverá a tudo. A distância somos nós que a fazemos e entre nós isso nunca existirá

Salvador: Tu és linda sabias?

Leonor: Por acaso hoje ainda não me tinhas dito (o teu sorriso era delicioso)

Tu és perfeita! Sempre soube que eras das pessoas com mais compreensão que conheço, que és das primeiras a incentivar-nos para não desistirmos dos nossos sonhos, mas nunca pensei que reagisses assim.

Leonor: Não, não te vou negar que me vai custar ter-te longe de mim durante quase um ano. Vou chorar, vou sentir a tua falta, vou ter saudades, vou sentir-me em baixo, mas vou sobreviver. Aliás, vamos sobreviver, porque acreditamos um no outro e isto só nos ajudará a fortalecer a nossa relação.

Salvador: Então achas que devo ir?

Leonor: Se achares que vale a pena é claro que deves ir! Mas explica-me em que consiste, não precisas de entrar em pormenores se não quiseres, diz-se só por alto

Contei-lhe tudo aquilo que o responsável do meu curso me tinha dito sobre o projecto e que se ela quisesse ele podia falar com ela para lhe explicar melhor. Também a informei que para a semana iriamos ter uma reunião e aí saberiamos como é que isso funciona na integra.

Leonor: Sem dúvida que é um projecto aliciante, numa cidade extraordinária e terá um enorme peso no teu curriculo

Salvador: Sim, o projecto está muito bem conseguido e, como tudo dizes, a nível de curriculo é uma excelente oportunidade, mas...

Leonor: Não gosto nada de te ver assim meu amor, aperta-me o coração

Salvador: Eu quero ir, mas por outro lado não me quero separar de ti percebes? Não sei se aguento estar tanto tempo longe de ti, até porque Praga não é aqui ao lado.

Leonor: É claro que percebo Salvador, para mim também não vai ser fácil. Tenho a certeza que irei acordar todos os dias com uma enorme dor no peito, a morrer de saudades, a pensar que o tempo nunca mais passa, mas nunca me iria perdoar se tu abdicasses de uma enorme oportunidade por minha causa.

Salvador: Anda cá, preciso de um abraço!

Leonor: Todos os que tu quiseres meu amor, todos!

Mais uma vez comprovo que não poderia ter encontrado ninguém melhor. Ela é fantástica, com uma força imensa, racional e ao mesmo tempo emotiva. Entrou no meu coração para ficar e nada mudará isso. Tem um coração do tamanho do mundo!

Salvador: Leonor?

Leonor: Sim?

Salvador: Nunca duvides que te amo esta bem?

Leonor: Como é que podia duvidar? Tu mostras-me em tudo que me amas por inteiro. Prometes-me só uma coisa?

Salvador: Tudo o que quiseres

Leonor: Quando fores leva-me contigo num cantinho do teu coração sim?

Salvador: Levo-te por inteiro, em todos os cantinhos do meu coração!

Mais um vez finalizaste a conversa com um beijo longo, apaixonado e verdadeiro. Ainda ficamos a conversar durante mais algum tempo até o Ricardo e a Francisca terem vindo ter connosco, uma vez que estavam a ficar preocupados.
Abri, novamente, o meu coração à Leonor, falei-lhe das minhas inseguranças e ela, com o coração na boca, falou-me de todos os seus medos. Não escondemos que tinhamos receio de que a nossa relação não resultasse porque, por mais amor que se tenha, todas as relações precisam de presença e afecto fisico, mas prometemos que iriamos lutar por ela com todas as nossas forças. Também dissemos que iamos falar um com o outro todos os dias, nem que fosse por breves minutos.
Quando amamos alguém temos medo de perder essa pessoa, comigo e com a Leonor não era diferente, mas como ela disse “a distância somos nós que a fazemos” e, além disso, sempre que puder venho a Portugal matar as saudades e ela prometeu ir a Praga. Quando queremos muito que as coisas resultem lutamos por elas, cuidamos e protegemos. Eu e a Leonor sempre cuidamos um do outro, deste amor e sempre nos protegemos, agora iremos fazer isso em duplicado, até em triplicado se for preciso.
Sempre fui o mais transparente possivel com a Leonor e ela comigo, por isso falamos de tudo o que nos preocupava sem medos, mas como somos fortes e acreditamos nesta relação depressa nos deixamos de negativismos e encaramos as coisas como elas são: o mais provavel é ir para Praga no próximo mês, mas não morri e Praga, apesar de não ser aqui ao lado, não é assim tão longe, por isso as coisas vão resultar.

Leonor: Preciso de te contar uma coisa (estavas séria)

Salvador: O quê pequenina?

Leonor: Desde que começamos a namorar que eu tenho escrito umas espécies de cartas onde relato coisas dos nossos dias, onde te faço algumas dedicatórias, como se as fosses colocar no correio para tu leres, mas em vez disso guardo-as a todas numa caixa.

Salvador: Tu também?

Leonor: Eu também? Como assim?

Salvador: Eu também tenho feito algo do género (sorri). Sempre gostei imenso de escrever e desde que começamos a namorar que tenho escrito algumas cartas a contar os nossos dias. Tinha a intenção de te dar essas cartas um dia, quando sentisse que o devia fazer.

Leonor: Nós fomos mesmo feitos um para o outro (sorriste e abraçaste-me)

Salvador: Se calhar chegou a altura de te dar essas cartas.

Leonor: Agora não, só no dia em que fores, assim ajudarão a atenuar as saudades

Salvador: Tens razão, como sempre (sorri)

Leonor: E podiamos continuar (o teu sorriso era largo e luminoso)

Salvador: Explica-te lá melhor

Leonor: Podiamos escrever uma carta para o outro todos os dias e depois escolhiamos um dia da semana para as enviar

Salvador: Assim era como se estivessemos sempre um com o outro

Leonor: Ajudava a atenuar as saudades, era uma forma de nos sentirmos sempre perto.

Salvador: Fica prometido?

Leonor: Fica prometido

A nossa relação sempre primou por ser muito cumplice e munida de uma boa comunicação, nunca tivemos problemas de falar com o outro sobre algo que nos incomodasse ou que nos causasse medo, é por isso que nos entendemos tão bem, por isso é que deixei de me sentir culpado por ir ficar separado da Leonor tanto tempo e também por isso é que a Leonor aceitou tão bem.
Não chega amar, é preciso acreditar, lutar, respeitar, comunicar, ter força e nós temos tudo isso e mais umas quantas coisas.

Salvador: Ainda tenho de falar com os meus pais sobre isto e falar melhor contigo

Leonor: Sim, mas para agora temos de aproveitar o tempo que ainda temos para estar juntos. Aos poucos vamos aceitar melhor e encarar isto com mais naturalidade (passaste-me a mão pelo rosto)

Salvador: Tens razão meu amor! (dei-te um beijo)

Ricardo: Estão aqui! Estava a ver que se tinham ido embora sem nós

Leonor: Claro que não (riu). Não vos deixavamos ficar para trás

Francisca: Está tudo bem? Não me pareciam muito bem quando sairam da nossa beira (estava preocupada)

Salvador: Agora que falamos esta tudo bem (sorri)

Ricardo: Mas afinal o que é que se passou para tu saires do gabinete tão em baixo e para a Leonor ter começado a chorar?

Leonor: O responsável pelo curso de radiologia fez uma proposta ao Salvador e nós vamo-nos separar durante alguns tempos...

Francisca: Separar? Como é que é? Que proposta é essa? (estava pasmada e chocada)

Salvador: Calma, calma, não nos vamos separar nesse sentido. Eu amo demasiado a Leonor para a deixar, não se vê livre de mim tão cedo (olhei-a de forma cumplice)

Leonor: Nem tu de mim (rimos os dois)

Ricardo: Não estou a perceber nada (via-se na cara dele que estava confuso)

Francisca: Nem eu!

Salvador: Vamos almoçar e nós explicamo-vos melhor.

Fomos todos almoçar, explicamos tudo muito bem e a conversa prolongou-se durante a tarde toda. Como nossos amigos apoiaram-nos inteiramente, perguntaram se estavamos bem com a decisão e disseram que tudo iriam fazer para que não nos fossemos abaixo. Como já era habito, cuidamos todos uns dos outros e isso é a maior prova da nossa amizade.
Regressamos a casa, mas antes de a Leonor subir ainda ficamos a conversar e a namorar mais um bocadinho.

Leonor: Meu amor, desculpa ter começado a chorar quando me disseste aquilo pela primeira vez, mas fiquei com um enorme medo de te perder, veio-me logo à cabeça a tua partida e não aguentei.

Salvador: Não tens de pedir desculpa meu amor, só eu sei o que me controlei para não ter feito o mesmo. Ainda para mais porque é uma coisa que gostava de fazer, e eu sei que percebeste isso, mas não quero estar longe de ti

Leonor: Fui apanhada de surpresa e não me controlei. Não sou assim tão forte (sorriu) E foi exactamente por perceber que é uma coisa que queres tanto que fiquei assim, porque apesar de não ter dito nada sentia que ao pensar assim estava a ser egoista, e eu nunca te iria impedir de seguires um sonho

Salvador: Nem eu quero que sejas sempre forte, quero que me mostres sempre o que estás a sentir. És humana e és linda por isso. Eu amo-te por seres exactamente como és, por não saberes esconder o que sentes e por estares sempre comigo.

Leonor: Oh, isso sabe bem ouvir

Salvador: É? Então eu repito: És linda e eu amo-te por seres como és (sorri, dei-te um beijo na testa, no nariz e na boca)

Leonor: Tu também (deste-me um beijo). Sabes uma coisa?

Salvador: O quê?

Leonor: És o homem da minha vida, amo-te mais a cada dia que passa e como diz a música: “tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar”, é por isso que nunca irei abdicar de ti!

Abracei-te, encostei a minha boca ao teu ouvido e disse-te que eras o meu amor maior e que nunca te iria perder. É para sempre amor da minha vida! E que seja esse sempre aquilo que nós quisermos que seja, porque eu posso não ter muitas certezas na vida, mas uma ninguém me tira: sou feliz ao teu lado e amo-te com tudo de mim!

43 jasmins:

{ -sofia } at: 2 de Setembro de 2011 04:01 disse...

Gostei :)

{ Daniela } at: 2 de Setembro de 2011 04:07 disse...

pride and prejudice *.*
adoreii!

{ Vanessa ൪ } at: 2 de Setembro de 2011 04:23 disse...

É mesmo princesa .. mas já não há nada a fazer e é possível que a pessoa em questão no texto nem leia o que escrevi :)
Quanto ao livro, estou a gostar sim, embora ache que a autora mete sempre histórias semelhantes em todos os livros :x mas adoro a forma como ela descreve os lugares e os sítios :)

{ ritag. } at: 2 de Setembro de 2011 04:55 disse...

muito obrigada, querida.
gostei imenso!

{ Rita Mendes } at: 2 de Setembro de 2011 05:04 disse...

Eu adorei a frase! (:
E adoro a tua história tens imenso jeito *-*

{ micaela ♥ } at: 2 de Setembro de 2011 05:04 disse...

é mesmo muito perfeito , mesmo.

{ Pendientes & Louboutins } at: 2 de Setembro de 2011 05:10 disse...

às vezes deparamo-nos com estas decisões difíceis de tomar, mas faz parte.
história fantástica, estou fã dela:)

{ jm* } at: 2 de Setembro de 2011 05:38 disse...

ñ sei mesmo o q fazer neste momento $:

{ infinite } at: 2 de Setembro de 2011 05:47 disse...

:O - acho que não consigo dizer mais nada. Tens imenso talento! No curso onde estou também temos que saber ser pequenos (grandes) contadores de histórias, e estou a adorar absolutamente a tua!

{ Catarina } at: 2 de Setembro de 2011 05:59 disse...

faz isso, é optimo!!

{ simple writer } at: 2 de Setembro de 2011 08:02 disse...

estou cada vez mais viciada nesta tua história :)

{ Helena } at: 2 de Setembro de 2011 09:55 disse...

Esta história cada vez está mais maravilhosa, parabéns querida <3

{ PauloSilva } at: 2 de Setembro de 2011 10:07 disse...

Obrigado princesinha! :D

{ RuteRita } at: 2 de Setembro de 2011 10:22 disse...

eu percebi q n tava nd demais..

{ Helena } at: 2 de Setembro de 2011 10:34 disse...

Dou o melhor de mim, sabes minha querida :)

{ Helena } at: 2 de Setembro de 2011 10:41 disse...

Sabe tão bem saber isso *.*

{ Patrícia } at: 2 de Setembro de 2011 10:42 disse...

obrigada por gostares :)

{ Sofia Rocha } at: 2 de Setembro de 2011 10:48 disse...

obrigada linda **

{ RuteRita } at: 2 de Setembro de 2011 10:51 disse...

o post.

{ Maria Inês } at: 2 de Setembro de 2011 10:59 disse...

não é nada comparado com os teus textos :) obrigada!*

{ Amêndoa } at: 2 de Setembro de 2011 11:08 disse...

nem mais! :)

{ Sofia Moreira } at: 2 de Setembro de 2011 11:09 disse...

muito obrigada querida :)

{ RuteRita } at: 2 de Setembro de 2011 11:10 disse...

quero a tua opinião p uma coisa

{ RuteRita } at: 2 de Setembro de 2011 11:16 disse...

achas que deveria desenvolver?

{ • cláudiagomes } at: 2 de Setembro de 2011 11:21 disse...

obrigada querida :')
Sabes bem, que gosto da tua escrita.

{ Danii } at: 2 de Setembro de 2011 11:29 disse...

Ohh, é mesmo minha querida $: já não tens nenhum?

{ Carina Rocha } at: 2 de Setembro de 2011 11:36 disse...

Olaaaa =)
há tanto tempo que não vinha ao meu blog, estive ausente mas voltei para comentar =)
Mal tenha tempo vou ler tudo o que tens postado com atenção e depois comento.... obrigado pelos teus comentários, mesmo muito obrigada... um beijo e até breve =)

{ Danii } at: 2 de Setembro de 2011 11:49 disse...

e já não podes ter? :x

{ Beatriz Silva } at: 2 de Setembro de 2011 11:55 disse...

Escrever só por escrever, sem ter um objectivo a alcançar... no meu caso, um bocadinho mais do meu bem estar, não é escrever. É só carregar nas teclas ou, até mesmo, só pegar numa caneta e construir frases. Não faz sentido! Eu gosto disto, como gosto muito de outras coisas. É óbvio que há coisas que gosto de fazer mais do que escrever, mas há dias que não passo sem escrever, mesmo que não poste. É como uma necessidade, algo que gosto imenso. E acontece o mesmo contigo, certamente! :)

{ Danii } at: 2 de Setembro de 2011 12:57 disse...

ahh, então somos duas :p

{ RuteRita } at: 2 de Setembro de 2011 15:30 disse...

é,acho que é mesmo isso que vou fazer princesa

{ Sara S. } at: 2 de Setembro de 2011 16:51 disse...

Se há relação que resiste a essa sepaação física temporária provavelmente será a deles. Gosto imenso a forma como a relação é idealizada. É tão bom poder sonhar com algo assim :) Beijinhos

{ Cinda } at: 3 de Setembro de 2011 06:13 disse...

Muito bom! :) Obrigada pelo apoio querida e desculpa pela demora!

{ catarina ferreira } at: 3 de Setembro de 2011 08:39 disse...

gostei (:

{ Ziza's N.E.M. } at: 4 de Setembro de 2011 03:55 disse...

gosto do blogue, a seguir =)

{ ana jesus } at: 4 de Setembro de 2011 10:57 disse...

obrigada. tens mesmo muito jeito, está muito bonita a tua história :))

{ Anniee. } at: 4 de Setembro de 2011 13:40 disse...

é óptimo estar apaixonada :$$ acredita.

{ ρ ι } at: 5 de Setembro de 2011 05:29 disse...

a Leonor teve uma atitude linda :$
eu faria o mesmo :)

{ i } at: 5 de Setembro de 2011 13:47 disse...

gosto muito da vossa historia, estou com muita curiosidade para ver o próximo post. (:

{ InêsMartinho } at: 5 de Setembro de 2011 15:12 disse...

Sigo.
Novo post* http://inesbmartinho.blogspot.com/

{ ' dianasilva } at: 6 de Setembro de 2011 02:09 disse...

adoro (:

{ Mariana ♥ } at: 6 de Setembro de 2011 10:44 disse...

gosto bastante, vou seguir :)

{ cátia. } at: 7 de Setembro de 2011 04:53 disse...

amei :)

 

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